Franceses fazem segunda greve geral em menos de dois meses

19 de março de 2009
Michelle Amaral da Silva da Redação do Brasil de Fato

Em meio à crescente tensão social no país, os grevistas têm duas principais reivindicações: que o governo francês adote medidas para proteger o emprego e que sejam adotadas iniciativas para melhorar o poder aquisitivo da populaçãoO ato faz parte de uma jornada nacional de lutas contra a 10ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, marcada para o dia 18 de dezembro.

Desirèe Luíse,

De São Paulo, da Radioagência NP.

Trabalhadores na França convocaram uma greve geral no país nesta quinta-feira (19). É a segunda paralisação feita pelos franceses em diversos setores da sociedade em menos de dois meses. Estão parados os serviços de transporte público, aeroportos, escolas, correios e também devem ser afetadas empresas privadas, como montadoras, supermercados e bancos. A paralisação conta com o apoio de 74% dos franceses.

Em meio à crescente tensão social no país, os grevistas têm duas principais reivindicações. A primeira é que o governo francês adote medidas para proteger o emprego e, a segunda, que sejam adotadas iniciativas para melhorar o poder aquisitivo da população.

A situação social tem ficado pior desde a última greve geral, em 29 de janeiro, que reuniu mais de um milhão de pessoas. Apenas no mês de janeiro, mais de 90 mil ficaram desempregadas, o que representou o dobro do total registrado em dezembro de 2008.

O caso que mais provoca protestos é o da empresa petrolífera Total, que obteve lucro de quase 14 bilhões de euros em 2008 – o maior da história no país – mas, nesta semana, anunciou mais de 550 demissões nas áreas de petroquímica e refinaria na França.

 

 

INTERSINDICAL - Instrumento de Luta e Organização da classe Trabalhadora
Rua Silveira Martins 165, 1º andar - São Paulo